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quarta-feira, 4 de março de 2015

motivos para conhecer ainda mais os sabores dessa cozinha!

Chega de só ir ao japonês, que tal mudar um pouco? Confira aqui alguns motivos porque a comida chinesa é tão famosa e aprecida no mundo todo!
5 motivos para conhecer mais os sabores da culinária chinesa!
Sabe quando bate aquela vontade de comer algo diferente e você não sabe pra onde chamar seus amigos? Da mesma forma que você pode organizar um piquenique em 3 passos incríveis, que tal reunir a galera pra ir se deliciar com comida chinesa?
Muita gente confunde a culinária do Japão com a da China, o que é absolutamente normal. Até porque, muitos restaurantes brasileiros são espertinhos e oferecem pratos típicos dos dois lugares. Assim como existem alguns sushis muito bizarros, muita gente ainda acredita que lá no Oriente só se come cachorro, cobras, escorpiões, baratase afins. De fato algumas regiões ainda consomem, mas diz aí pra gente qual o país que não tem pratos exóticos hein?
Algumas pessoas até tentam transformar o miojo instantâneo em um prato fino e dizer que é Yakissoba, mas jamais serão tão famosas quanto o Rolinho Primavera,Frango Xadrez e tantas outras comidas conhecidas pelo mundo inteiro. Se você não sabia que essa delícias são todas da China e ficou aí se imaginando comendo uma delas, confira agora 5 motivos para você também amar a culinária chinesa:
1. Tudo é feito seguindo o princípio do yin e yang. Os chineses acreditam que isso mantém a saúde e o bem estar.
Culinária chinesa é super saudável
2. Para os chineses, a cor, o aroma e o sabor dos alimentos possuem a mesma importância. Quem não fica com vontade de comer um prato super colorido e decorado?
Culinária chinesa é colorida
3. As receitas são repletas de vegetais, grãos, ervas, sopas, frutos e muito mais. Tudo colhido da própria natureza!
Culinária chinesa é natural
4. Somente na culinária chinesa, dá pra ficar de barriga cheia e ainda ter previsõessobre o futuro!
Culinária chinesa é divertida
5. Sem contar que tudo é muito delicioso! Nhaaaam. Quem aí ficou com fome depois de ler essa matéria?
Culinária chinesa é deliciosa

Parecendo dia de clássico. Mas na realidade um dia histórico para os professores paranaenses , e nossos demais servidores públicos

Parecendo dia de clássico. Mas na realidade um dia histórico para os professores paranaenses , e nossos demais servidores públicos


Parece um clássico, mas não é. É a professorada em Curitiba no bota fora do Beto Richa.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Por que um brasileiro vai ser fuzilado

a IndonésiaPor que um brasileiro vai ser fuzilado n



Postado em 17 jan 2015
Foi vender droga no lugar errado
Foi vender droga no lugar errado
O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, de alguma forma vai morrer por culpa dos crimes do Império Britânico num passado já remoto.
Segundo informações do governo da Indonésia, ele vai enfrentar um pelotão de fuzilamento no próximo sábado.
Moreira foi condenado à morte em 2004, depois de ter sido apanhado com 13,4 quilos de cocaína ao tentar entrar na Indonésia. A droga estava escondida no interior de uma asa delta.
A título de curiosidade, aquilo é uma migalha diante da meia tonelada de pasta de cocaína descoberta no helicóptero dos Perrelas, mas isto é outra história.
A Indonésia tem as penas mais duras para tráfico de drogas do mundo, e não é à toa.
É efeito das Guerras do Ópio, e aí é que entram os britânicos na história do brasileiro prestes a ser fuzilado.
As Guerras do Ópio, ambas no século 19, são talvez o capítulo mais vergonhoso do imperialismo britânico.
A Inglaterra importava três produtos chineses em grande quantidade: seda, chá e porcelana. Os ingleses tinham um brutal déficit comercial com a China.
O que fazer?
A Inglaterra vivia a Revolução Industrial, e entendeu que poderia vender aos chineses uma série de quinquilharias. Um navio inglês, comandado por um certo Lorde MacCartney, foi mandado para a China com os produtos destinados a equilibrar a balança comercial dos dois países.
O problema é que os chineses não se interessaram por nada.
Foi quando entrou em cena o ópio. A Inglaterra, berço da civilização, começou a contrabandear para a China o ópio que produzia na Índia.
Foi um horror para a sociedade chinesa. São célebres as imagens de casas de ópio na China, em que as pessoas se consumiam num estado de letargia e alienação.
Obra dos ingleses
Obra dos ingleses
Num certo momento, o governo chinês impôs leis duras para o contrabando de ópio. Antes, o imperador mandou uma carta à Rainha Vitória na qual ponderava que era injusto o que a Inglaterra fazia.
Da China, recebia porcelana, chá e seda. Em troca, cobria os chineses de ópio, proibido na Inglaterra.
A rainha, se leu a carta, não se manifestou.
Diante das dificuldades que surgiram para o contrabando, a Inglaterra decidiu fazer uma guerra, em meados dos anos 1 800.
O pretexto era que a China estava ferindo os princípios do livre comércio.
A China não teve como enfrentar as forças inglesas, adestradas nas guerras napoleônicas.
E o ópio foi imposto.
Batidos, os chineses não tiveram o que fazer. Armaram, depois, uma resistência, e as coisas apenas pioraram.
Veio a Segunda Guerra do Ópio, na qual a Inglaterra praticamente destruiu a China. Tomou territórios como Hong Kong e, suprema bofetada, colocou no comando da alfândega chinesa um inglês.
É simplesmente extraordinário que a China, devastada, tenha conseguido se reconstruir e ser o que é hoje.
Os estudiosos atribuem esse milagre ao confucionismo, a cultura de alto conteúdo de sabedoria prática que domina a China.
A única vitória – não pequena, aliás – da China foi ter conseguido dar o nome de Guerras do Ópio aos horrores praticados pelos britânicos em nome do livre comércio.
Perpetuou-se, assim, a vergonha.
Países ao redor da China, como a Indonésia, foram duramente afetados pelas Guerras do Ópio. A Indonésia, no sudeste Asiático, era um dos portos de passagem para os navios ingleses abarrotados de ópio.
Como efeito colateral disso, a população nativa sofreu pesadamente os efeitos da droga. Os indonésios passaram a consumir ópio copiosamente.
As guerras passaram, mas o trauma ficou.
Na China, o tráfico de drogas é reprimido com penas severas. Na Indonésia, elas são ainda mais duras.
É dentro desse quadro que o brasileiro apanhado com cocaína está prestes a ser fuzilado.
Ele não poderia ter escolhido um lugar pior para contrabandear sua cocaína.
Na raiz das balas que deverão abatê-lo nos próximos dias, está o terror que o império britânico promoveu na Ásia no século XIX.

A história por trás da execução do brasileiro na Indonésia..


A história por trás da execução do brasileiro na Indonésia...
O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, de alguma forma vai morrer por culpa dos crimes do Império Britânico num passado já remoto....
DIARIODOCENTRODOMUNDO.COM.BR

MEUOS DO FACE

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AMIGAOS MEUOS DO FACE
Confie sempre em Deus, mesmo que você não compreenda o Seu propósito, o melhor em sua vida Ele já está fazendo! Vai dar tudo certo:http://youtu.be/NSrosUzhag4

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Aloysio Nunes, vice de Aécio e vulgo Mateus, esconde que assaltou trem


Aloysio Nunes, vice de Aécio e vulgo Mateus, esconde que assaltou trem

Aloysio_Nunes12A_Assaltante
A presidenta Dilma Rousseff é constantemente citada, por apoiadores da candidatura Aécio Neves, de ser uma ex-terrorista, ter pego em armas, assaltado bancos etc. e tal.
Dilma nunca escondeu sua militância em organização que combateu a ditadura militar, mas, a bem da verdade, nunca participou de nenhum assalto. Foi presa e torturada, isso sim.
O que o pessoal que espalha essas mentiras sobre a presidenta talvez não saiba, ou se sabe, faz o possível para esconder, é que quem realmente participou de assaltos na época da ditadura foi o candidato a vice-presidente na chapa de Aécio, o senador por São Paulo Aloysio Nunes Ferreira, também tucano.
O interessante é que o próprio senador esconde esses fatos, notórios, na biografia de seu site oficial. Abaixo, estão os dois Aloysios: o que ele quer que o público conheça; e o que ele realmente é – ou foi.
O senador Aloysio não deveria se envergonhar de sua história – pelo menos de parte dela, em sua juventude, quando lutava por ideais, ao contrário de hoje.
A biografia do site oficial
Aloysio Nunes Ferreira Filho nasceu em 5 de abril de 1945, em São José do Rio Preto (SP). Filho de Nice Beolchi e do também político Aloysio Nunes Ferreira, falecido em março de 2003.
Com vasto currículo político e acadêmico, formou-se em Direito e cursou Ciências Sociais na Universidade de São Paulo, onde lecionou Introdução a Ciência do Direito por dois anos.
Por conta de ações contra a ditadura militar, precisou sair do Brasil. Seu exílio foi na França, de 1968 a 1979, onde fez bacharelado em Economia Política e mestrado em Ciência Política pela Universidade de Paris, assumindo depois a cadeira de professor de Língua Portuguesa. De 1969 a 1973, foi diretor do Instituto de Pesquisa e Formação em Economia do Desenvolvimento.
De volta a seu país, foi deputado estadual pelo PMDB em duas ocasiões: de 1983 a 1987, líder do governador Franco Montoro na Assembleia Legislativa; e de 1987 a 1991. Foi também deputado federal pelo PMDB de 1995 a 1999. Já pelo PSDB, de 1999 a 2003 e de 2003 a 2007.
Foi vice-governador do Estado (1991-1994) e secretário estadual dos Transportes Metropolitanos (1991/1992 e 1993). Foi ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República de 1999 a 2001, ministro da Justiça, em 2001 e 2002, durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Foi secretário de governo da Prefeitura de São Paulo, em 2005 e 2006.
Até abril de 2010, Aloysio Nunes ocupou o cargo de secretário-chefe da Casa Civil do governo do Estado de São Paulo, administrado por José Serra. Foi o responsável por toda a articulação política entre as pastas do governo e os municípios. Em outubro do mesmo ano, foi eleito senador com uma votação histórica: 11.189.168.
Em 2013, assumiu a liderança do PSDB no Senado.
A biografia que ele esconde (Wikipédia)
Começou a militância política em 1963 quando entrou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco da Universidade de São Paulo. Logo depois do golpe militar de 1964, filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), que, por ter sua existência proibida, atuava na clandestinidade. Foi presidente do tradicional Centro Acadêmico 11 de Agosto e formou-se bacharel em Direito em 1968.
Como o PCB se opunha à resistência armada contra a ditadura militar que se instalara desde 1964 no Brasil, Aloysio Nunes, assim como vários jovens da época que tinham ideais de esquerda, ingressou na Ação Libertadora Nacional (ALN), organização guerrilheira liderada por Carlos Marighela e Joaquim Câmara Ferreira, o Toledo.
Assumiu na clandestinidade o pseudônimo Mateus. Durante muito tempo foi motorista e guarda-costas de Marighela. As ações da Aliança Libertadora Nacional incluíram assaltos para angariar fundos que sustentariam a resistência armada. Em agosto de 1968, Aloysio Nunes participou do assalto ao trem pagador da antiga Estrada de Ferro Santos-Jundiaí. Segundo relatos da imprensa da época, a ação ocorreu sem que houvesse o disparo de qualquer tiro. Aloysio Nunes foi o motorista do carro no qual os assaltantes fugiram do local com os malotes que continham NCr$108 milhões (US$21.600,00), dinheiro suficiente para o pagamento de todos os funcionários da Companhia Paulista de Estradas de Ferro. Em outubro do mesmo ano, participou do assalto ao carro-pagador da Massey-Ferguson interceptando o veículo na Praça Benedito Calixto, no bairro paulistano de Pinheiros.
Sofrendo um processo penal em que já havia um pedido de prisão preventiva e com a possibilidade de que descobrissem algo sobre suas ações armadas, foi enviado a Paris por Marighela utilizando um passaporte falso. Foi posteriormente identificado como guerrilheiro e condenado com base na extinta Lei de Segurança Nacional. Pretendia realizar um treinamento de guerrilha em Cuba, mas a gravidez de sua mulher o fez desistir. Tornou-se representante da Ação Libertadora Nacional no exterior e coordenou as ligações desta com movimentos de esquerda de todo o mundo. Filiou-se ao Partido Comunista Francês em 1971 e negociou com o presidente Boumedienne, da Argélia para que brasileiros recebessem treinamento militar de guerrilha naquele país.
Pôde, finalmente em 1979, regressar ao Brasil devido à promulgação da Lei de Anistia, a qual beneficiou todos que cometeram crimes políticos de qualquer tipo, assim como aqueles que torturaram e mataram em nome da repressão, durante os anos anteriores da ditadura militar.
Desfiliou-se do PCB, ainda na clandestinidade, e filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), tendo sido eleito por este partido deputado estadual de 1983 a 1991 em seu estado natal. Foi líder do governo Franco Montoro na Assembleia Legislativa em seu primeiro mandato, e líder do governo Quércia em seu segundo mandato durante a redação e votação da Constituição do Estado de São Paulo.
Foi vice-governador de São Paulo de 1991 a 1994, eleito na chapa de Luiz Antônio Fleury Filho. Acumulou a função de vice-governador com a de secretário estadual de Negócios Metropolitanos. Assumiu provisoriamente o governo quando Fleury viajou ao exterior. Foi o primeiro ex-comunista a ocupar este cargo.
Foi candidato derrotado do PMDB à prefeitura de São Paulo em 1992. Foi uma eleição polarizada basicamente entre Paulo Maluf e Eduardo Suplicy, tendo sido pré-advertido de que seria quase impossível vencê-la.
De 1995 a 2007, Aloysio foi eleito para deputado federal. Em 1997, sai do PMDB e se filia ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Interrompeu o mandato de 1999 a 2002 ao ocupar dois ministérios do governo Fernando Henrique Cardoso: a secretaria geral da Presidência e o Ministério da Justiça. Foi o primeiro cidadão de São José do Rio Preto a exercer os cargos de vice-governador de São Paulo e ministro da Justiça.
Aloysio foi secretário municipal de São Paulo durante o governo José Serra/Gilberto Kassab. Durante o mandato de José Serra à frente do governo de São Paulo, Aloysio foi o secretário da Casa Civil.
No dia 3 de outubro de 2010, Aloysio foi eleito senador pelo PSDB de São Paulo com históricos e surpreendentes 11.189.168 votos (30,42% dos válidos), tornando-se o senador mais votado do País ao superar o recorde do petista Aloizio Mercadante estabelecido em 2002 de 10.491.345 votos (29,9% dos válidos, à época) e tendo ficado bem à frente da também petista Marta Suplicy – também eleita senadora como a segunda colocada com 8.314.027 votos (22,61% dos válidos) – e de Netinho de Paula (PCdoB), os quais até uns três dias antes eram ainda os francos favoritos em todas as pesquisas de intenções de votos. Atualmente, Aloysio exerce a liderança do PSDB no Senado.
Nota do Limpinho: A trajetória de Aloysio Nunes Ferreira Filho na resistência ao regime de exceção da ditadura militar honra aqueles que defendem a legitimidade própria aos regimes democráticos. Lamentável é que, nas últimas décadas, ele tenha dado às costas a seus ideais e enveredado pelo caminho da ultradireita.
Aloysio_Nunes10_Terrorista

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Walter Rabelo- A VERDADEIRA HISTÓRIA DE LUIZ GUSHIKEN


Walter Rabelo adicionou 3 novas fotos.
Walter Rabelo- A VERDADEIRA HISTÓRIA DE LUIZ GUSHIKEN, ONDE A REVISTA vEJA, FOI RESPONSÁVEL PELA SUA MORTE APÓS MENTIR SOBRE SUA VIDA E FOI CONDENADA POR ISSO. PARTE 2- COMPARTILHEM , É O MINIMO QUE PODEMOS FAZER POR ELE...
Pois bem. Gushiken processou a Veja. O trabalho jurídico (árduo e competente – afinal, tratava-se de enfrentar a poderosa revista da família Civita) ficou por conta do escritório Manesco, Ramires, Perez, Azevedo Marques Sociedade de Advogados – com sede em São Paulo. Em primeira instância, a revista foi evidentemente derrotada. Mas a Justiça arbitrou uma indenização ridícula: 10 mil reais! Sim, uma revista que (supostamente) vende 1 milhão de exemplares por semana recebe a “punição” de pagar 10 mil reais a um cidadão ofendido de forma irresponsável. Reparem que este blogueiro, por exemplo, que usou uma metáfora humorística para se referir a certo diretor da Globo (afirmando que ele pratica “jornalismo pornográfico”), foi condenado em primeira instância a pagar 50 mil reais a Ali Kamel! E a Veja deveria pagar 10 mil… Piada.
Mas sigamos adiante na história de Gushiken. O ex-ministro recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo. Antes que os desembargadores avaliassem a demanda, Gushiken morreu. Amigos mais próximos dizem que o estado de saúde dele (Gushiken lutava contra um câncer) se agravou por conta dos injustos ataques que sofreu nos últimos 8 anos.
Gushiken morreu, mas a ação seguiu. E os herdeiros agora acabam de colher nova vitória contra Veja. O TJ/SP mandou subir a indenização para 100 mil reais, e deu uma lição na revista publicada às margens fétidas da marginal.
O desembargador Antônio Vilenilson, em voto seguido pelos demais desembargadores da Nona Câmara de Direito Privado do TJ/SP (apelação cível número 9176355-91.2009.8.26.0000), afirmou:
“A Veja dá a entender que não eram fantasiosas as contas no exterior. E não oferece um único indício digno de confiança. Infere, da identidade dos acusadores e dos interesses em jogo, a verdade do conteúdo do documento. A falácia é de doer na retina.”
Quanto aos valores, o TJ/SP sentenciou:
“A ré abusou da liberdade de imprensa e ofendeu a honra do autor. Deve, por isso, indenizá-lo. No que diz com valores, R$10.000,00 não condizem com a inescusável imprudência e com o poderio econômico da revista. R$100.000,00 atendem melhor às circunstâncias concretas.”
Chama atenção que a Justiça tenha levado 8 anos para julgar em segunda instância (portanto, há recursos possíveis ainda nos tribunais superiores) caso tão simples. O “mensalão” – com 40 réus na fase inicial – foi julgado antes.
A Justiça é rápida para julgar pobres, pretos, petistas. E eventualmente é rápida também para punir blogueiros que se insurgem contra a velha mídia. Mas a Justiça é lenta para punir ricos, tucanos e empresas de mídia.
De toda forma, trata-se de vitória exemplar obtida por Gushiken – que era chamado pelos amigos mais próximos de “samurai”.
E falando em samurais, há um ditado oriental que diz mais ou menos o seguinte: submetido ao ataque de forças poderosas, o cidadão simples deve agir como o bambu – sob ventania intensa pode até se inclinar, mas jamais se quebra.
O “samurai” ganhou a batalha. Inclinou-se, ficou perto de quebrar-se. Mas está de pé novamente. E é de se perguntar, depois da sentença proferida: quem está morto mesmo? Gushiken ou o “jornalismo” apodrecido da revista Veja?
Nunca antes na história desse país, o Judiciário adotou expressão tão precisa e elegante para descrever fenômeno tão abjeto: a revista da família Civita produz “falácias de doer na retina”. E não são poucas...